Sobre
O NetDiag+ é feito por Dmytro Tishchenko, desenvolvedor iOS independente. Nasceu de uma frustração simples: toda ferramenta dizia que a conexão estava boa enquanto chamadas travavam e jogos davam lag, e nenhuma sabia dizer de quem era a culpa.
Então o app mede em vez de adivinhar — ICMP e TCP puros a partir do celular, o roteador verificado separadamente da internet, jitter e perda ao lado da latência — e os guias deste site explicam como ler esses números. 27 ferramentas, 13 idiomas; cada medição roda no aparelho e os resultados ficam no histórico dele.
Como esses números são produzidos
Toda medição roda no celular, sem nenhum servidor meu no caminho. O ping é ICMP puro por um socket de datagrama sem privilégios, então não precisa de jailbreak nem de permissões especiais. Quando a rede filtra ICMP — e a maioria das operadoras móveis filtra — a ferramenta refaz o teste por TCP na porta em que o host realmente responde e diz isso na linha, em vez de reportar um timeout falso.
Dois hábitos importam mais que o protocolo. O primeiro é medir o roteador separadamente da internet: se o primeiro salto já está lento, todos os números remotos ficam inflados, e o app diz isso em voz alta em vez de deixar você culpar um servidor de jogo. O segundo é que cada linha traz a mediana de onze tentativas, não uma média, com jitter e perda ao lado. Um valor fora da curva move uma média e não consegue mover uma mediana. E uma conexão de 40 ms com 30 ms de jitter se joga pior que 120 ms estáveis — é exatamente isso que uma média esconde.
O que ele não vai te dizer
O iOS não dá sockets crus, então as respostas chegam sem o cabeçalho IP e um traceroute não consegue informar o TTL que cada salto devolveu. Nada mede em segundo plano: as medições existem enquanto a ferramenta está aberta. A latência dentro do jogo não é o mesmo número que um ping para a mesma região, porque o jogo soma por cima o próprio tick rate e o buffer dele. E numa conexão móvel a fila é da operadora — o app consegue provar que ela está lá e não consegue fazer nada a respeito. Onde existe um limite desses, os guias dizem qual é.
Para quem é
Para quem já ouviu que a sua internet está boa. Gamers com um teste de velocidade marcando 300 Mbps e uma partida que engasga, quem trabalha remoto e tem a chamada picotada enquanto um backup sobe, e qualquer um prestes a abrir um chamado na operadora que precisa de algo mais durável que uma captura de tela. O guia de evidências existe porque uma série de medições datadas leva o chamado para além do primeiro nível de atendimento, e uma leitura isolada não leva.
Como chegou até aqui
Lançado às claras, um problema de cada vez:
- 1.4.5 — teste de bufferbloat: faz ping no roteador e na internet ao mesmo tempo sob carga, dá uma nota de A a F e aponta quem está enfileirando.
- 1.4.6 — Painel de latência: as regiões de jogo, os nós de CDN e as operadoras que importam no seu país, do pior para o melhor, com o roteador medido primeiro. E exportação em texto de todas as ferramentas para chamados na operadora.
- 1.4.7 — notas de medição nos 13 idiomas; deep links para um guia abrir a ferramenta certa.
- A seguir — uma versão para Android e tabelas de endpoints por país para mais mercados.
Contato
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